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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Utopia: Rica ou Maldita?


É minha opinião, que todos nós, ou a maioria, desde pequenino(a), imaginou o seu ideal de homem ou mulher. Alguns evitam fazê-lo, outros concretizam-no constantemente, e chegam a idealizá-lo de várias formas e feitios, afirmando-o categoricamente. Pois hoje, estava eu, no meu confortável descanso, a ver televisão, quando a minha cabeça, começa a ser invadida por milhares de ideias acerca da parceira(o) ideal. A mim parece-me que existem centenas de características, que todos queremos para uma pessoal ideal, que concretize uma espécie de utopia. Mas porque não virarmo-nos para os pequenos detalhes? Se vamos criar algo utópico, vamos criá-lo na sua totalidade,sem qualquer defeito,e apenas repleto de virtudes,certo? Ora,eu acho que todas as características que inumeramos, devem ter o seu "k" de moderação. Não queremos ninguém excêntrico, penso eu. (espero não estar a discriminar ninguém). Inteligência, beleza, simpatia, honestidade, bom-humor, maturidade, persistência, digamos que todas estas virtudes,e outras mais, devem ser elas também, acompanhadas de uma certa moderação, no meu entender claro. Como é obvio qualquer pessoa, que possua o extremo de qualquer uma dessas virtudes, vai ser alvo de cobiça, possuindo aqui mais relevância a beleza e a inteligência. Mas seguindo o momento do meu dia, em que chegou tal pensamento, eu pergunto-me se algum dia irá surgir algo assim? Aliás, se é possível? Pois eu cá prefiro não criar uma Utopia, apesar do meu inconsciente me criar certas partidas, eu prefiro observar as virtudes moderadas, que apesar de mais vulgares, são para mim um valor subjectivo,mas impostergável. O meu desejo pela moderação, é tal, que apenas a minha actriz preferida de Hollywood, Keira Knightley, me faria abdicar de tal grau de virtude. E, esta ambição pela moderação das virtudes, tem uma explicação muito simples, pois a moderação acarreta menos problemas, e por consequência, traz adjacente, mais harmonia, paz, alegria, e por fim, o amor.

Dá que pensar no porquê de tanta moderação,hã?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Confiança

O ínicio de qualquer interacção entre duas pessoas,é marcado sempre,pelos olhares,pelos gestos,pelo pormenor,pelos sorrisos rasgados,por vezes,até pelos gritos,ou pelas gargalhadas. Mas é ela, a confiança, que nos faz avançar, que nos melhora, que nos faz ganhar coragem para viver,e para progredir.
Um pequeno gesto, desde o toque de mão, enquanto se toma café, um beijo subtil entre os olhares atentos, a um entre-cruzar de pernas de duas pessoas sentadas frente-a-frente. São esses os pormenores,que te fazem viver, que te fazem adorar tanto a tua vida, e cada minuto que passa, é melhor, e melhor, e melhor...
O toque de pele, o sabor dos lábios, os corpos em conflito constante, o paladar espalhado pela a anatomia dos corpos, a ternura, as emoções adjacentes,a natureza na sua plenitude. É bonito sim. Tudo porque a confiança existe, e porque sem ela, as pessoas tornam tudo muito mais difícil e inalcançável. Por isso,vive confiante em ti mesmo, e com os outros. Abre-te. Expõe-te. Magoa-te, anda aos trambolhões, dá cabeçadas na parede, porque a seguir, vais ter uma longa e bela noite pela frente. Talvez a seguir voltes a cair,talvez até permaneças de peito firme. Quem sabe... Mas confia, confia em nós, para te mostrarmos o "mundo", e se tu soubesses o quanto nós queremos que reines nesse "mundo"... Confia...

Ainda sentimos a tua timidez...

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Clássico!


Já não há compositores assim...

Ludwig Van Beethoven,Wolfgang Amadeus Mozart, J.S. Bach, G. Verdi, Strauss, Chopin, entre outros, foram alguns dos grandes "génios" da música clássica dos séculos XVII,XVIII,XIX. Era eu pequeno, quando os meus pais me incutiram o ensino de piano, com um professor dotado de talento. Digamos que, eu estaria ligeiramente contra a minha vontade, mas fui presença assídua das suas aulas desde os meus 7 anos até talvez os meus 14 anos. E, durante todo esse tempo, não me recordo de valorizar e, pensar sequer em toda a genialidade que está por de trás de cada música que eu aprendia. Havia pautas pelas quais eu aprendia, que eram consideradas como "relíquias".

Hoje tenho 19 anos, e depois de ter visto filmes como "Espiação" e "Orgulho e Preconceito" (exemplos de grandes bandas sonoras), ganho progressivamente um grande prazer em ouvir músicas que eu próprio tocava. Músicas essas, que nos transportam para uma realidade totalmente diferente, mais calma, talvez mais romântica, com um drama sempre adjacente. Há algumas músicas, as quais procuro vezes sem conta, e não encontro, porém encontrei uma preciosidade, no filme "Espiação", composta por Beethoven, mas editada por Dario Marianelli. Ainda assim um espanto de música. Clair de Lune (do Espiação) e Dawn (do Orgulho e Preconceito) foram as que mais suscitaram a minha atenção.
Nada melhor para aproveitar e proliferar esta veia romântica, que pura poesia de um clássico e velho conhecido. (Deixando a música Clair de Lune, com a versão do "Espiação",mas do compositor Beethoven.)







DEBUSSY: CLAIR DE LUNE - PIANO - ROBIN ALCIATORE

Como no palco o actor que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,


Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.


Seja meu livro então minha eloquência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa


Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado.
Ouvir com os olhos é do amor o fado.


William Shakespeare




terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ironic

A vida é um caminho engraçado... quando dás por ti, tornas-te naquilo, em que juraste nunca te tornar. Irónico! Um homem de 90 anos que ganha a lotaria e, no dia seguinte morre. Uma mulher que conhece o homem da sua vida ao cruzar da esquina,e conhece também a sua mulher. Um bom conselho, que nem sequer usaste. Milhares de colheres, quando tu apenas precisas de uma faca. Lutares a vida inteira por uma rapariga, e ela morrer no instante, em que se apercebe que te ama.

Demasiada ironia. Aproxima-se um ano novo. Mas a ironia não desaparece, ela está presente em todo lado. Há quem diga que a ironia e a coincidência são irmãs. Não sou supersticioso, e sou da opinião, que todos nós somos encarregues do nosso fado. Mas essa ironia, ironia de um sorriso, ironia de um choro, de uma brincadeira, de um momento puro, é uma bela ironia.


O que eu dava por uma bela e irónica coincidência...


(tic-tac)

Ai o que eu dava...


domingo, 28 de dezembro de 2008

Melhor do mês!

Para muitos o melhor do mês,incluindo eu. Lemon Tree é um filme,que eu escolhi ás tantas da manhã,para adormecer em paz. E, tive a sorte, de acertar num filme, que vem ao encontro duma matéria respectiva aos Direitos Fundamentais. Ora que coincidência!
Salma (Hiam Abbass), uma viúva Palestina, vê sua plantação ser ameaçada quando o seu novo vizinho, o Ministro de Defesa de Israel (Doron Tavory), se muda para a casa ao lado. Pois é... parece que os limoeiros dela, colocavam em risco a segurança do Ministro.
Salma decide então levar o caso até às últimas instâncias judiciais, passando o caso para a Suprema Corte, invocando uma violação do direito à propriedade privada, e o valor sentimental dos seus limoeiros, já que constituíam uma herança de família, sendo este o seu "ganha-pão", rejeitando qualquer tipo de indemnização por parte do Estado Israelita.
Este filme assume contornos humanistas, e faz-nos aperceber da fragilidade do sistema jurídico Israelita, tal como as ambivalências étnicas, religiosas e humanas.
Há ainda espaço para um "ligeiro romance", entre a "vítima" Salma e o seu advogado. Por fim, a decisão da Suprema Corte, digamos que é legítima, mas nem por isso humana. A decisão consistiu em remover em 50% da estrutura de cada árvore, o que causou claro danos morais incontornáveis em Salma, e que visivelmente considerou a decisão, como uma "derrota".
Destaque mais uma vez, para o cinema para além de Hollywood, que não pára de crescer, e esta é um excelente exemplo dessa qualidade.
Quanto a colegas,que possam estudar a cadeira de Direitos Fundamentais, este é um belo incentivo, para uma melhor defesa da dignidade da pessoa humana,nos mais variadíssimos contextos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dream runs your life.



Então sonha!!! Porque sonhar é o que te faz viver, porque sonhar é o que te faz acordar bem disposto, e é o que te faz querer ir dormir. (Sim,amigo, tu gostas mesmo de dormir). Eles vêm e vão, e chegam a permanecer dias sem darem notícias. Mas terão eles de ser contextualizados? Não podes tu sonhar com pessoas,que assumem cara de "porcos" nesses supostos sonhos? há quem sonhe... (mas não te orientes por aí). Divaga,mas não inventes. Mas afinal o que é um "sonho"? Para muitos, e para leigos na matéria,diz-se por aí, que é uma experiência proporcionada pelo nosso cérebro,quando o nosso corpo permanece em repouso,cujo conteúdo é extenso,e por consequência possui inúmeras acepções. Mas não quero plagiar o meu amigo Freud. Isto tudo, para afirmar categoricamente, que o "sonho" para mim, é uma mistura de desejos inconscientes ou não,e que estão relacionados directa ou indirectamente com a "nossa realidade",mas que na verdade, estão.
Uma pessoa que passa por ti na rua, e que te marca de tal forma,que logo à noite,vai invadir a tua "realidade",a outra realidade alternativa. Um detalhe,um objecto,um animal,um momento,algo que por alguma razão,te faz estar duplamente atento. São estes "sonhos",que vão modelar o teu dia,o teu mês,o teu ano, a tua rotina, a tua vida. Quem ou o que está entre aquilo com que tu contas diariamente. Não sou um "homem" de ciências,mas acredito que a ciência tem uma explicação para tudo isto,aliás,se não tiver um dia poderá alcançá-la. Portanto, ultrapassa limites, quebra barreiras, segue objectivos, um sonho, uma vida inteira à tua frente é o que tu tens... e que longa pode ser ela...
Há quem queira tudo...
e tu queres apenas voar... mas para onde?
Para um local repleto de sonhos concretizados por ti.
Sabes onde fica tal sítio?
Sei apenas que não morrerei,sem provar semelhante local.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Train Station




Lá ia eu para a "terrinha" com o meu camarada, quando nos apercebemos que passara a hora. Pois é... é que é mesmo difícil cumprir horários, isto de ser português não é fácil. E, foi então a obrigação de 2as longas horas de espera, pelo próximo comboio da salvação lamecense, que me fez sentar e reflectir no estado em que estava. Basicamente, já era de noite, e usava eu, óculos de sol... estava frio, e eu de camisola manga curta. Mas, estava eu ocupadíssimo, a veranear na estação, e ao mesmo tempo, a observar a nossa sociedade impaciente, e irrequieta. Pareciam formigas a correm atrás do açúcar, mas na verdade eram pais de família, filhos, tios de alguém, primos, ou até, pessoas que apenas gostavam de correr por ali... (e vi muitos assim). Mas enquanto o tempo desvanecia e acabava com tamanha impaciência, eu e o camarada "recle", relembravamos ligeiras peripécias da noite anterior. Era alvo de risota, (friso) muita risota, caso para atrair as atenções, de muitos invejosos, por tanto bom humor, que chegava a ser contagiante. Quanto ao nosso estado? Lastimável... admito! Mas, único, e como estes espero muitos assim... Espero...
O tempo passava, o sangue ia livrando-se do álcool restante, porque esse sim,era ainda suficiente para nos pôr tamanho sorriso na cara... de chegar ao ponto em que a piada mais seca dava a "piada do ano". Pois é, o comboio a caminho da estação, e nós a discutirmos acerca do "taberneiro"...
um bom regresso a casa...